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Cenas de terrorismo de Estado – Nota de apoio do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas aos profissionais de Educação do Rio de Janeiro

30 de setembro de 2013

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A desocupação da polícia militar na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro ocorrida sem mandado judicial na madrugada de 28 de setembro, agredindo professores, professoras e profissionais em luta por uma melhor educação pública, choca mas infelizmente não chega a surpreender.

Desde o início da preparação das cidades para os grandes eventos esportivos, a polícia militar vem se armando com o argumento de que o país viraria alvo do terrorismo internacional. Agora se vê com mais clareza quem, para eles, são os terroristas e os vândalos: professores, estudantes, indígenas, movimentos sociais e até mesmo atletas, indignados com o que se tornou a cidade olímpica. No Rio de Janeiro, governantes tentam demolir equipamentos esportivos, escolas e museus para dar lugar a lojas, estacionamentos e fazer a alegria das empreiteiras que financiam suas campanhas eleitorais.

Nessa ofensiva, todas as esferas governamentais atuam em conjunto.

O governo municipal, que coloca uma empresária na secretaria de educação e que chegou a distribuir nas escolas o Banco Imobiliário Cidade Olímpica, promovendo a gestão de Eduardo Paes e tentando naturalizar da forma mais perversa em crianças e adolescentes a sua visão de educação e de cidade; uma visão de que tudo é mercadoria e que só tem direito à cidade quem pode pagar. O mesmo governo municipal que está à frente de mais uma onda de remoções na história do Rio de Janeiro e que agride trabalhadores informais para impor a sua dita ordem.

O governo estadual, com seus representantes que passeiam de guardanapo na cabeça por Paris e voam pelo céu do Rio, mobiliza a força policial do estado para matar jovens negros nas favelas e agredir cidadãos em luta. O mesmo governo estadual que destrói e privatiza o Maracanã, atendendo aos interesses das empreiteiras, em especial da Odebrecht, empresa que mostra a “excelência” de sua administração nas diárias quebras, paralisações e problemas apresentados pela Supervia.

E o governo federal, que financia grande parte do aparato de “segurança” para os grandes eventos e dá a garantia para os patrocinadores da Copa que fará “tudo o que for preciso” para que não haja protestos, numa mensagem clara de que lado está. Assim como na final da Copa das Confederações, quando 11 mil policiais e soldados do exército foram mobilizados para reprimir as manifestações, em 2014 estará pronto para criminalizar quem estiver nas ruas clamando por direitos.

Paes, Cabral e Dilma somam forças, como diz o slogan do Governo do Estado, para ferir direitos básicos da nossa democracia.

Os terroristas não somos nós, cidadãos que lutam por um país igualitário e justo para todos e todas. O verdadeiro terrorista e vândalo é o Estado, braço armado da ditadura do mercado, que age para garantir a ordem desigual em que vivemos.

A luta dos professores é a luta de todos os cidadãos do Rio de Janeiro!
Todo apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da educação!
O Rio de Janeiro está em luta!

29 de setembro de 2013

Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro